quinta-feira, 31 de março de 2011

Orquestra de jovens de Francisco Morato celebram 110 anos da Estação Luz





Fonte: Site CPTM

Em comemoração aos 110 anos de um dos cartões-postais de São Paulo, a Estação da Luz da CPTM, a Orquestra Experimental Pró-Morato, formada por 35 jovens de Francisco Morato, fará uma apresentação especial na próxima quinta-feira [31], às 17h30, no saguão principal [área livre, em frente à Praça da Luz].

O evento integra o projeto "Música na CPTM", lançado em 2008 para promover espetáculos nos espaços internos das estações da CPTM e estreitar a relação da companhia com os seus usuários.

Comandada pelo maestro Adriano Aragão, a orquestra executará canções de Ari Barroso, João Bosco, Brian West e outros compositores. O repertório inclui clássicos como Aquarela do Brasil e O Bêbado e a Equilibrista.

110 anos de história

Ponto turístico, histórico e um dos poucos monumentos da cidade tombado como patrimônio nacional, a Estação da Luz completou 110 anos de existência no dia 1º de março. Cantada e descrita em verso e prosa, retratada em diversas manifestações culturais, exposições fotográficas, cartões postais, novelas, minisséries e até mesmo em propagandas comerciais, a edificação foi ponto fundamental para o desenvolvimento da capital no século XX.
Além de embelezar a cidade com a sua arquitetura inglesa, de forte inspiração vitoriana, a Estação da Luz ainda hoje exerce papel tão importante quanto o da sua origem, no início do século passado, quando o principal objetivo era escoar a produção de café para o porto de Santos. Durante esses anos, sua imagem foi se fixando como símbolo de São Paulo. Seu conjunto arquitetônico não é só um referencial urbano; faz parte da vida do município.
A Luz também oferece acesso a diversas atrações culturais de São Paulo como a Pinacoteca, o Museu de Arte Sacra e a Sala São Paulo. Além disso, o prédio da estação abriga em seus andares superiores o Museu da Língua Portuguesa.

terça-feira, 29 de março de 2011

Trens reformados sofrem ataques de vândalos

Mal saíram da revisão geral, e os trens da série 2100 estão sendo vítimas de ataques de vandalismo. As janelas, todas novas e sem nenhum risco, estão sendo totalmente riscadas por vândalos que agem se serem percebidos. Mas um detalhe curioso chama a atenção: os trens dessa série que estão voltando da revisão geral, retornam com câmeras de vigilância. Nessa semana, uma matéria sobre a inutilização das câmeras foi noticiada nesse blog, e cada dia mais se nota a ineficiência e a acomodação da CPTM em relação ao vandalismo nos trens. Uma das unidades que recém chegou da revisão (2143-2112), já tem uma janela inteiramente riscada, por marginais que atuam estragando o patrimônio público. Particularmente, me sinto revoltado ao observar que o trem está sofrendo tamanho vandalismo, após sair de uma reforma. Dá gosto de ver todos brilhando, novos, com janelas totalmente limpas, e aquele ar agradável durante a viagem, mas sempre tem alguém para estragar o prazer dos outros. Durante viagem recente, pude notar também na unidade 2135-2111, mais uma janela completamente vandalizada. Agora pergunto à vocês, seguidores e leitores do meu blog (inclusive para pessoas da CPTM, que também acompanham minhas postagens): Como tudo isso fica? Os trens com câmeras à bordo serem vítimas de ataques, e tudo fica por isso mesmo? Qual a verdadeira função do circuito interno de televisão? Enfeite?
Desde a saída do presidente Sérgio Avelleda, nós que estamos no sistema já tínhamos certo receio sobre o retorno da antiga diretoria, que atualmente está à frente da CPTM. O sistema de SMS-Denúncia não funciona como deveria, os trens com câmeras são alvos de ataques e ninguém se responsabiliza... O que de fato tem se visto na CPTM é uma acomodação da diretoria em relação a assuntos pequenos. Mas desses pequenos problemas que nascem as maiores soluções! O blog está de olho em tudo o que acontece no sistema, e quando é necessário elogiar, fazemos de bom grado. Mas se encontrarmos algo errado, não teremos medo de mostrar para todos o que está acontecendo, porque pagamos muito caro pela utilização do trem, e no mínimo, exigimos uma viagem com qualidade e segurança. Continuo fiscalizando os trens da série 2100 reformados, e a cada novo ato de vandalismo encontrado, a CPTM será informada sobre isso. Que tomem as devidas providências, porque os usuários da Linha 10 aguardaram muito pela reforma da frota, e quando o primeiro trem apareceu por aqui, todos ficaram espantados. Agora, não é parte da população que irá destruir o que nós utilizamos como meio de transporte. 

Janela da unidade 2135: marginais ousados vandalizam trens sem se importar com câmeras

Trens novos também não escapam

Trem série 7000 - Novos trens também são atacados por marginais

Não pensem vocês, leitores, que apenas trens reformados são atacados. Trens novos também não escapam! Por incrível que pareça, os novos trens da série 7000 são alvejados como alvos de guerra. Diversos pára-brisas estão estilhaçados, graças à pedradas lançadas por marginais que deveriam ser presos por atentado ao patrimônio público. Diversos trens dessa nova série estão com vidros riscados, além de marcas de pedradas. Infelizmente, as pessoas agem como animais irracionais, e atacam um bem que elas mesmas utilizam. Isso é lamentável...

segunda-feira, 28 de março de 2011

Trem série 7000 completa um ano

Trem série 7000 na estação Luz: terceiro novo trem emprestado para a Linha 11-Coral

Saudações a todos! Hoje, 28 de março, o trem série 7000 completa um ano de serviços prestados para a CPTM. Há exatos 365 dias, na estação Tatuapé, a primeira unidade dessa série era entregue para a população da Linha 12-Safira (Brás-Calmon Viana). Depois de muita espera por novos trens por parte da população, o governo de São Paulo criou o projeto Expansão SP, que visava modernizar todo o sistema de transporte sobre trilhos, e a CPTM foi beneficiada com a compra de 48 trens dessa série, inicialmente a serem divididos em: 20 unidades para a linha 7-Rubi, 20 unidades para a linha 12-Safira e 8 unidades para a linha 9-Esmeralda. Porém, devido a grande necessidade de trens para auxiliarem no horário de pico em outras linhas, viu-se necessário o empréstimo de algumas unidades para outras linhas, como se vê hoje (atualmente, somente a linha 10-Turquesa não conta com trens dessa série).

Primeira proposta gráfica do trem série 7000. Padrão visual acabou sendo adotado pelo Metrô

Proposta gráfica escolhida pela CPTM para o novo trem.
Na solenidade de entrega desse primeiro trem, estivemos presentes com diversos outros fãs da ferrovia, fotógrafos e admiradores da CPTM e do Metrô (na ocasião, também foi entregue o primeiro novo trem do Metrô, o CAF Frota H). Um verdadeiro encontro para celebrar a chegada do mais novo membro da frota ferroviária metropolitana paulista. E curioso que se criou muita expectativa acerca desse novo trem, e desde a notícia de que a CPTM receberia novos trens, começou uma verdadeira revolução atrás de informações e fotos da nova composição. A primeira foto que chegou até nós foi do então secretário de transportes metropolitanos José Luis Portella, acompanhando o processo de produção da primeira unidade. Juntamente com essa imagem, tornaram-se públicas também, as imagens do projeto e do trem pronto na planta de Beasain da construtora CAF, na Espanha.

Trem série 7000: estruturas do primeiro trem a ser
fabricado para a CPTM na Espanha (autor desconhecido)

Trem série 7000 recebendo a máscara facial: frente aerodinâmica
(foto: autor desconhecido)

Secretário Portella, na cabine do novo trem
(foto: divulgação)

Equipe de funcionários da CAF, com a comitiva paulista: primeiro novo trem
pronto para ser embarcado rumo ao Brasil (foto: divulgação)

Chegadas as fotos de como seria o novo trem, criou-se a expectativa da chegada do mesmo ao país, e isso demorou pouco. Posteriormente, soubemos que apenas duas unidades viriam da Espanha, e os 46 trens restantes seriam construídos numa nova fábrica que a CAF estava construíndo em Hortolândia, no interior de São Paulo. Então, nós que fazemos a mídia e as fotografias na CPTM, começamos a esperar pela chegada dos novos trens, e isso se deu em meados de janeiro/2010. Os 16 carros espanhois desembarcaram no porto de Santos, e foram acomodados em carretas, que fizeram o transporte até o pátio de Presidente Altino, para encarrilhamento e testes.

Novos trens chegaram ao porto de Santos em Janeiro de 2010
(autor desconhecido)

Ao todo, 16 carros vieram nessa viagem (autor desconhecido)

Carros acomodados em carretas, prontos para subirem a serra rumo à São Paulo
(autor desconhecido)

Novo trem série 7000 em testes, no pátio de Presidente Altino (Osasco, SP)

 Trem série 7000 - Entrega na estação Tatuapé foi cercada de expectativas

Ao chegarem em São Paulo, aproximava-se cada vez mais a data de entrega dos mesmos. Após testes, adesivação, padronização com a nova identificação visual e as demais burocracias, era chegada a hora da entrega. Em evento realizado na estação Tatuapé, como citado acima no início da matéria, as autoridades locais, bem como os presidentes das companhias, realizaram a solenidade, e às 17h, dava entrada na Plataforma 3 da estação, o novo trem da CPTM:

Vídeo da entrega do primeiro novo trem da linha 12-Safira, realizado na estação Tatuapé. Contando com a presença de diversas autoridades, fãs da ferrovia e usuários comuns, o novo trem foi recebido com muita festa por parte de todos.

Muita festa por parte dos presentes, muito espanto e admiração pelos usuários, que puderam enfim contemplar a chegada do novo trem. Realizamos também a viagem inaugural do novo trem, entre as estações Tatuapé e Brás, onde pudemos falar rapidamente com o então presidente da CPTM, sr. Sérgio Avelleda, e posteriormente, realizamos também a primeira viagem comercial do novo trem, entre as estações Brás e Calmon Viana.

Trem série 7000 (unidade 7001-7004) aguardando sinalização em Brás: segunda viagem comercial

Trem série 7000 (unidade 7005-7008) chegando na estação Palmeiras-Barra Funda:
primeira viagem comercial do novo trem da Linha 7-Rubi

Trem série 7000 (unidade 7009-7012) descendo para a estação Luz, pela Linha 11-Coral

Trem série 7000 na Linha 9-Esmeralda: 10 unidades deslocadas para essa linha

Trem série 7000 (unidade 7110) circulando na Linha 8-Diamante

Atualmente, a frota de trens da série 7000 conta com 31 trens, dos 48 encomendados. Essas 31 unidades estão distribuidas pelas linhas 7-Rubi (Luz x Francisco Morato), 8-Diamante (Júlio Prestes x Itapevi), 9-Esmeralda (Osasco x Grajaú), 11-Coral (Luz x Guaianazes x Estudantes) e 12-Safira (Brás x Calmon Viana). Até o final do primeiro semestre, espera-se que a última unidade da série seja entregue, para finalizar o lote encomendado pela CPTM à CAF. Fica aqui registrado um pouco da história desse trem, que veio para revolucionar o transporte sobre trilhos em São Paulo. Parabéns 7000, pelo seu primeiro aniversário.

Trens série 7000 - Um novo conceito na CPTM

DADOS TÉCNICOS

Trem série 7000 na estação Dom Bosco (Linha 11)

Comprimento: 170,128 metros (8 carros)
Peso Carro Motor (M1 e M2): 45.7 ton.
Peso Carro Reboque (R1): 40.5 ton.
Peso Carro Reboque (R2): 39.4 ton.
Peso Total: 180 ton.
Carro Motor: 54 Ton.
Carro Reboque: 60 Ton.

PASSAGEIROS
Capacidade

Carro (M1-M2)
Sentadas: 54 pessoas
Sentadas + em pé (6 por m²): 240 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 302 pessoas

Carro (R1-R2)
Sentadas: 60 pessoas

Sentadas + em pé (6 por m²): 262 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 329 pessoas

TUE (M1-R1-R2-M2)
Sentadas: 228 pessoas

Sentadas + em pé (6 por m²): 1004 pessoas
Sentadas + em pé (8 por m²): 1262 pessoas


Leia também a matéria sobre a entrega dessa frota: Trem série 7000 - O legado sobre trilhos

domingo, 27 de março de 2011

SMS-Denúncia não se mostra efetivo

Ontem, nossa postagem denunciou um probleminha nas câmeras instaladas nos carros de algumas frotas de trens, sendo que até o momento não tem se mostrado efetivas como deveriam ser. Hoje, vamos demonstrar o que está acontecendo com o SMS-Denúncia. O serviço, instalado com grande êxito, atualmente não tem atendido às expectativas. A CPTM informa, durante suas viagens, o incentivo em denunciar qualquer atitude suspeita, mas ao realizar a denúncia, o que se nota é uma total falta de comunicação.
Durante a viagem da noite de Natal, presenciamos uma cena curiosa, na estação de São Caetano: dois ambulantes simplesmente invadiram a estação, pulando as grades localizadas no final da plataforma um. Eram ambulantes, mas poderiam ser bandidos, assassinos, ou qualquer tipo de criminosos. Tomando parte de meu celular, entrei em contato rapidamente com o SMS-Denúncia, informando o ocorrido com riqueza de detalhes (prefixo do trem, de onde saiu, sentido e características dos ambulantes). Antes mesmo de chegar na estação Tamanduateí, a mensagem já havia sido enviada, e aguardei pela ação da equipe de segurança. Estação Tamanduateí: ninguém espera; Estação Ipiranga: ninguém espera. Na estação Mooca, praticamente dez minutos depois de enviada a mensagem, dois seguranças da contratada Power saem correndo ao avistar o trem, e olham desconfiados pelo carro. Enquanto isso, os ambulantes corriam de um carro para o outro.
Ou seja, faltou comunicação efetiva entre o Centro de Controle de Segurança (que recebe os torpedos), e a equipe de segurança da estação. Como poderia ser melhorado? Todas as estações da CPTM receberiam um rádio comunicador, ligado diretamente ao CCS. Ao receber um torpedo SMS, o CCS entraria em contato imediatamente com a estação onde o trem irá estacionar, e a equipe de segurança entra em ação de imediato.
Acredito que com essa ação, o serviço de denúncia seria muito mais efetivo. No Metrô de SP, ainda não utilizei o serviço, mas o mesmo se mostrou muito mais eficiente do que na CPTM, com muito menos tempo de implantação. Nota-se que a CPTM ainda tem muito o que melhorar, mesmo sendo pioneira em diversos serviços, mas há de se melhorar os processos, principalmente no que se diz à informação.

sábado, 26 de março de 2011

Câmeras de vigilância são meros enfeites nos trens série 2100

Os trens série 2100 estão passando por revisão geral nos últimos meses. Com essa revisão, as unidades estão ganhando também câmeras de vigilância, como foi postado no blog meses atrás (Clique aqui e leia a matéria). Mas afinal, qual a verdadeira utilidade dessas câmeras? Ainda se percebem pessoas praticando comércio ambulante, pedintes atormentando a viagem dos usuários, e atos de vandalismo. Claro, a questão das câmeras traz muita segurança aos usuários, já que, se acontece algo mais sério, o maquinista pode observar pelo visor da cabine, e rapidamente acionar equipes de segurança para auxiliarem na ocorrência. Mas até o momento, não é o que vem acontecendo. Em determinados trens, que voltaram a circular após toda a revisão e reforma, já é possível perceber janelas riscadas, e outros atos de vandalismo. Pedintes batem cartão nas viagens, sempre incomodando a vida dos usuários, bem como os comerciantes ambulantes. Afinal, se as câmeras estão instaladas nos trens, a sua função deve ser feita: supervisionar o salão. Qual o problema: os maquinistas não estão fazendo o que deveria ser feito. Ao supervisionar os carros pelas câmeras, qualquer ato suspeito deveria ser informado pelo operador do trem para o CCO (Centro de Controle Operacional), que tomaria as decisões seguintes (bem como acionar a segurança operacional na estação mais próxima).


Como usuário do dia-a-dia, percebo muitas atitudes dos usuários, que são captadas pelas câmeras, mas que não são resolvidas como deveriam ser. Acredito que, ao se decidir pela instalação desses equipamentos, a ideia original foi a citada acima, mas provavelmente está faltando um toque da supervisão operacional para os maquinistas, para levarem a sério tal funcionalidade. Outras frotas que também possuem câmeras de vigilância: série 2000 (instaladas após revisão geral), série 3000, série 7000 (de fábrica). Em todos os casos, ainda se percebe os problemas de sempre. Cabe ao setor responsável repassar a informação, e nós usuários, esperamos que tais câmeras venham a funcionar como devem, e não apenas como meras coadjuvantes durante nossas viagens de todos os dias.

sexta-feira, 25 de março de 2011

Integração gratuita em Tamanduateí tem horário ampliado

Estação Tamanduateí agora atende em horário ampliado (foto: Diego Silva)
O Metrô de São Paulo anunciou essa semana a ampliação do horário de funcionamento das estações Vila Prudente e Tamanduateí, ambas da Linha 2-Verde. Com o aumento do horário de operação, os usuários da Linha 10-Turquesa da CPTM poderão realizar a transferência gratuita com o a Linha 2-Verde durante esse novo período, que atende os horários de maior movimento da parte da manhã e tarde. A expectativa é que até o final do mês que vem as estações operem em horário comum, que é das 04h40 às 00h (de domingo a sexta), e das 04h40 às 01h (sábados).


Linha 4-Amarela
Nessa segunda-feira, dia 28, a ViaQuatro irá realizar a inauguração da estação Butantã, a terceira da Linha 4-Amarela a entrar em operação. Assim como as antecessoras Paulista e Faria Lima, Butantã também irá operar em horário reduzido (das 09h as 15h). Segundo o governador do estado, no mês de maio será entregue a quarta estação da linha, que será a estação Pinheiros, que contará com integração gratuita com a Linha 9-Esmeralda da CPTM.

quinta-feira, 24 de março de 2011

CPTM concluí modernização da estação Carapicuíba

O Governador do Estado, Geraldo Alckmin, entregou hoje pela manhã a reforma da estação Carapicuíba. Integrante da Linha 8-Diamante, ampliada e totalmente acessível, a estação construída na década de 1980 ganhou elevadores, escadas rolantes, novas bilheterias com vidros blindados, ampliação do mezanino, novos pisos, bicicletário [144 vagas], displays digitais, entre outros equipamentos que vão melhorar as condições de atendimento, conforto e acessibilidade dos mais 30 mil usuários que a utilizam diariamente. Para dar à Estação Carapicuíba o mesmo padrão das estações recém-inauguradas pela CPTM, o local passou por uma profunda reforma e readequação de suas instalações, sendo aproveitada apenas a estrutura.

O mezanino, por onde é realizada a transposição entre plataformas e acesso aos bloqueios e bilheterias, foi refeito e ampliado. As antigas estruturas de concreto pré-moldado foram recuperadas, além da aplicação de tintas [verniz e acrílica]. No corredor do mezanino, foram instalados vedação lateral com vidros, caixilhos de alumínio e venezianas na parte superior, que proporcionam maior iluminação natural, proteção da chuva e ventilação.

Para facilitar o acesso de pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida, foram instalados três elevadores - dois para acesso às plataformas e um para quem vem da área das bilheterias. Outros equipamentos de acessibilidade estão presentes na estação, como piso e rotas táteis, comunicação em Braille e adequação de corrimãos. Além dos banheiros públicos, também foram construídos sanitários exclusivos para usuários com mobilidade reduzida.

A Estação Carapicuíba também ganhou quatro escadas rolantes para agilizar o fluxo dos usuários. As áreas das coberturas das escadas rolantes e fixas das plataformas receberam proteção lateral com chapas de aço galvanizado perfuradas na cor vermelha, que também destacam a arquitetura da estação.

Uma nova bilheteria, com vidros blindados, foi construída do lado oposto às antigas instalações [lado esquerdo para quem entra na estação]. Seis displays digitais [Painel de Destino dos Trens - PDT] que informam o horário e os destinos dos trens foram instalados nas plataformas. Todo o piso foi substituído por porcelanato para alto tráfego, de cor cinza claro.

Novas instalações: a CPTM implantou nova infraestrutura e equipamentos para sistemas elétricos, eletrônicos, hidráulicos, sonorização, iluminação geral e de emergência, circuito fechado de TV, dispositivo de detecção e combate a incêndio, telefonia, entre outros. Salas operacionais e técnicas também foram readequadas. Com predominância da cor vermelha e nuances de cinza [cor da Linha 8-Diamante], a nova comunicação visual segue o mesmo padrão que está sendo adotado, gradativamente, nas estações e trens da CPTM. 

Linha 8-Diamante: atualmente, atende mais de 420 mil usuários por dia, a maioria proveniente das cidades de Itapevi, Jandira, Barueri, Carapicuíba e Osasco. Além das estações Itapevi, Engenheiro Cardoso e Jandira, cujas obras foram concluídas no ano passado, as estações Osasco e Barueri também passam por ampliação. Novos sistemas de sinalização e controle de tráfego, telecomunicações, energia, rede aérea e via permanente também estão sendo implantados nesta linha.

Trens modernos
As cinco novas composições fazem parte de um total de 105 trens adquiridos pela CPTM nos últimos anos. Com esse incremento, o número de novos trens entregues chega a 47. Fabricados pela CAF, os novos trens, com oito carros cada, possuem design arrojado na parte externa, que traz a nova comunicação visual da CPTM, com predominância de vermelho, mais as cores cinza e branco. A parte interna também tem layout moderno e funcional.

As composições são equipadas com sistema de monitoramento por câmeras no interior dos carros, além de câmeras externas no primeiro e último carros que mostram a movimentação na plataforma da estação. Os trens são totalmente acessíveis para pessoas com deficiência ou mobilidade reduzida.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Usuários garantem lugares nos trens, e diminuem oferta de lugares

A cena se repete todas as manhãs e tardes nos trens da CPTM. Pleno horário de pico, e os trens chegam aos terminais praticamente lotados. Essa cena já é comum há algum tempo, mas já está passando dos limites tal atitude dos usuários. Usarei como exemplo meu próprio caso.
São 06h da manhã em Rio Grande da Serra, e a estação está cheia. Todos aguardam o próximo trem para realizar o embarque, e quando a composição estaciona, o que se percebe são todos os assentos praticamente ocupados, com usuários embarcados nas estações de Ribeirão Pires, Guapituba e até mesmo Mauá. A prática, conhecida como ir até o final e voltar, tem sido um problema crônico nos horários de pico. Com isso, os trens chegam aos terminais praticamente sem qualquer oferta de lugares, forçando os usuários a viajarem em pé. Já ouvi histórias de que isso se repete na Linha 7, com usuários que moram em Caieiras embarcarem até Francisco Morato e retornarem até Luz; na Linha 8, embarques em Engenheiro Cardoso e Sagrado Coração rumo à Itapevi, para realização da volta até Palmeiras-Barra Funda; Linha 11, com embarques em José Bonifácio e Dom Bosco, rumo à Guaianazes, com retorno garantido até Brás e Luz...
Falta bom senso para os usuários, mas os mesmos alegam que os trens só andam lotados, e com tal prática, os mesmos garantem seus lugares nas viagens. Mas essa garantia tira o acesso à viagem de outros usuários.
Nos horários de pico, o que vemos é uma verdadeira disputa por lugares nos trens da CPTM e do Metrô, infelizmente. Os usuários pagam R$ 2,90 para viajarem com conforto e segurança, mas não querem viajar em pé. Nos horários de pico, é uma missão praticamente impossível, e em determinados casos, o que acontece é um verdadeiro estouro. A CPTM nada pode fazer para auxiliar essa questão, uma vez que atualmente, está operando na capacidade máxima. O que poderia acontecer de fato é uma conscientização dos usuários acerca do embarque e da prática da ida ao final pro retorno...

O que acontece há muito tempo é conhecido como gargalo logístico. A CPTM se programa corretamente para atender o alto fluxo de usuários em determinados horários, mas os trens ainda não dão conta da enorme demanda usuária, mesmo com a chegada de 32 novas composições. A estação Luz, parada final de três linhas e passagem de uma linha de Metrô, é um verdadeiro problema, principalmente quando trens das linhas 7 e 11 estacionam juntos. A plataforma se transforma num mar de gente, cenas presenciadas por mim todos os dias. Durante o pico da tarde, a situação é menos complicada, já que usuários embarcam em Palmeiras-Barra Funda e voltam para F.Morato assentados em seus lugares. Durante uma passagem na estação Brás no horário de pico da tarde, pude observar as operações de embarque melhor. Na Linha 12-Safira, diversos funcionários e seguranças auxiliam o embarque, e o sistema de som da estação auxilia, informando quais trens estão a caminho (de 6 ou 8 carros, com determinadas cores como estratégia. Por exemplo: novo trem série 7000 é identificado como operação safira; trem série 4400 como operação amarela e assim sucessivamente). Mas não é lá de grande ajuda, já que os usuários não colaboram. Ao abrir das portas, todos se lançam trem adentro, para garantir seus lugares... Acredito que com uma reeducação dos usuários, muitas das cenas que se veem em horários de pico poderiam ser evitadas. Talvez uma estratégia como o projeto ´Seis na Sé`, com atrações culturais e artísticas para evitar o pico fossem aplicáveis na CPTM, mas isso haveria de ser estudado com muita calma, uma vez que no horário de pico, os usuários estão estressados após mais um dia de trabalho, e tudo o que querem é chegar em casa o mais rápido possível...

terça-feira, 22 de março de 2011

"Poesia na CPTM" exibe poemas de Vinícius de Moraes na Estação Jundiaí

Poesia na Estação Luz: Obras estarão também em Jundiaí


O projeto "Poesia na CPTM" chega à estação Jundiaí, na próxima quinta-feira [17], permitindo aos usuários contemplar poemas de Vinícius de Moraes, expoente da literatura e música brasileira, fixados em vários pontos da estação, que pertence à Linha 7-Rubi [Luz-Jundiaí].

O público poderá embarcar na leitura dos poemas Soneto da Fidelidade, Soneto de Amor Total, Allegro, A Rosa de Hiroshima e Poética que estarão expostos nas paredes da estação, impressos em lonas suspensas por cabos de aço com letras grandes, que facilitam a leitura mesmo a distância.

A ação iniciada em dezembro, na estação Luz, já ocupa também paredes das estações Barra Funda, Brás, Itaim Paulista e Grajaú, abrangendo as seis linhas do sistema ferroviário.

A exposição deverá permanecer em cartaz por três meses. Após esse período, obras de outros poetas populares deverão ser selecionadas para uma nova etapa.

Idealizado pelo poeta Carlos Figueiredo, da Companhia de Poesia, o projeto adotado nas estações das linhas 1-Azul, 2-Verde e 3-Vermelha do Metrô, desde o final de 2009, tem o objetivo de usar espaços públicos para difundir a arte e provocar nos usuários o interesse pela poesia.

Ficha técnica
Idealização do projeto: Carlos Figueiredo
Direção de Arte: Talita Marimon
Seleção de poemas: Carlos Figueiredo
Produção: Adriana Bocoli/ Talita Marimon.
Execução: Companhia de Poesia
Realização: CPTM e Governo do Estado de São Paulo

segunda-feira, 21 de março de 2011

Governo abandona projeto de metrô leve na Baixada Santista

Projeto do Metrô leve de Brasília-DF

De:  Brasil Ferrovia

Depois de 11 anos de promessas, o governo do Estado de São Paulo abandonou o projeto de implantação do VLT (Veículo Leve Sobre Trilhos ou metrô leve), que integraria o SIM (Sistema Integrado Metropolitano) na região da Baixada Santista. O projeto já havia perdido credibilidade depois que a EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos) declarou a licitação do VLT deserta em fevereiro deste ano.

Em visita à região na última semana, o governador Geraldo Alckimin confirmou que encaminhou à CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) a proposta de criar um trem regional.

Segundo o governo do Estado, a medida ampliaria ainda mais a prestação de serviços, uma vez que o VLT consistia em um tronco de ligação rápida apenas entre Santos e São Vicente, e o trem serviria também as demais cidades da região. Procurada pela reportagem, a CPTM não soube informar detalhes da proposta. O responsável pela análise de projetos da empresa também não foi localizado.

Além do VLT, outro antigo plano para a região pode não sair conforme o anunciado. De acordo com o governo do Estado, além da construção de uma ponte estaiada ligando Santos e Guarujá, a proposta da Ecovias de criar uma ligação entre as duas margens, que serviria apenas aos caminhões, também está em análise pela Secretaria Estadual de Logística e Transportes de São Paulo.

domingo, 20 de março de 2011

SMS-Denúncia ajuda a garantir segurança na CPTM

Os usuários da CPTM podem fazer denúncias relacionadas à segurança em trens e estações diretamente pelo telefone celular. O serviço SMS-Denúncia recebe torpedos pelo número 7150-4949.

Para maior eficiência na resposta da segurança, a CPTM orienta seus usuários a não esquecerem de teclar os seguintes dados na mensagem SMS: o tipo de infração cometida, características do autor, vagão [número ou posição 1º, 2º etc], número da linha, sentido do deslocamento do trem e próxima estação de parada.

Esse serviço se consolidou como um importante auxílio dos cidadãos à segurança no sistema da CPTM, especialmente no combate ao comércio ilegal, pregação religiosa, vandalismo e outras infrações e delitos. O Serviço de Atendimento ao Usuário [SAU] também pode ser acionado pelos usuários, por meio do Disque-Denúncia: 0800 055 0121.

O SMS-Denúncia funciona 24 horas por dia e o SAU, de segunda a sexta-feira, das 5h às 22h, e aos sábados, das 6h às 18h. Ambos os serviços garantem o anonimato de quem denuncia.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Em três meses, CPTM registra 1.577 falhas em trens


Fontes: Diário do Grande ABC - Revista Brasil Ferrovia

Em um período de três meses, entre 1º de novembro do ano passado e 31 de janeiro deste ano, as composições da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) registraram 1.577 falhas, em um total de 197.661 viagens realizadas. Segundo dados da própria empresa, em 2010 o indicador Mean Kilometer Between Failure (MKBF), que mede a quantidade de falhas por quilômetro rodado pelos trens, registrou uma falha a cada 3.677 quilômetros.
Apesar da grande quantidade de falhas, na última década o número de problemas nos trens da CPTM caiu. Em 2001, o MKBF era de 1.675 quilômetros - ou seja, as falhas eram mais frequentes, pois ocorriam em um intervalo menor de circulação. Além disso, a companhia afirma que as 1.577 falhas registradas de novembro a janeiro deste ano representam apenas 0,8% das viagens realizadas no período.
A CPTM não detalhou os tipos de falhas, explicando apenas que elas podem ocorrer em partes do trem (equipamentos elétricos, eletrônicos, pneumáticos ou mecânicos) e no sistema (sinalização, energia elétrica de tração, via permanente e telecomunicações). Os problemas também podem ser causados por agentes externos, como inundações e raios.
Nos últimos dez anos, a quantidade de passageiros transportada pela CPTM cresceu 46,7%. Em 2001, a companhia transportava uma média de 1,5 milhão de usuários por dia útil. Entre novembro de 2010 e janeiro deste ano, a média foi de 2,2 milhões de passageiros por dia útil.
Essa superlotação amplia os problemas nos casos de falhas dos trens. Nas composições com sistema de ar condicionado, por exemplo, quando há um problema e a ventilação é desligada, os passageiros começam a passar mal, pois não há janelas que possam ser abertas. Assim, muitas vezes os usuários quebram as portas para poder sair e respirar. Nos três meses de novembro a janeiro, o gasto com reparos de equipamentos atingidos por vandalismo nos trens da CPTM chegou a R$ 1,3 milhão. Para se ter uma ideia, nesse período a CPTM registrou 460 ocorrências médicas com os usuários - mas nenhum caso grave.
Outro problema é a enorme lotação em horários de pico em algumas estações, como Brás, Luz, Barra Funda e Guaianazes. Segundo a CPTM, diversas ações são adotadas para amenizar os efeitos da lotação. A empresa afirma que, nos horários de pico, realiza a Operação Plataforma, para dar mais segurança ao embarque nos trens, além limitar o acesso de usuários à área de embarque pelas linhas de bloqueios. A CPTM informou ainda que está comprando dezenas de novos trens e implantando um novo sistema de sinalização em suas seis linhas, o que permitirá a redução do intervalo entre as composições.
Por enquanto, os usuários reclamam. "No horário de pico os trens são muito lotados. Mas em algumas estações, como a Luz, por exemplo, é complicado em qualquer horário", afirma a analista de recursos humanos Sandra Regina de Oliveira, de 36 anos. "A lotação é muito grande. Em termos de conforto, a CPTM é nota zero. A estrutura melhorou nos últimos anos, mas ainda tem muito a se fazer. É muita gente para pouco vagão", opina o estudante Valdir de Souza Leite, de 18 anos.
Segundo o Community of Metros (Comet, órgão que congrega os principais metrôs do mundo) um índice aceitável de lotação é de até 6 passageiros por metro quadrado. Com base nesse dado, a CPTM diz que oferece por dia 4.668.728 lugares, durante as suas 20 horas operacionais, nas seis linhas.
A estudante Maria Cecília Xavier, de 19 anos, utiliza os trens da CPTM todos os dias. No ano passado, sofreu um assalto à mão armada dentro de uma estação. "Tive de ser levada para o hospital, fiquei com síndrome do pânico. Hoje em dia não pego mais o trem quando está lotado", conta.

Funcionários
Embora o número de passageiros tenha crescido, as contratações da CPTM não seguiram o mesmo ritmo. A companhia afirma que "dimensionou o quadro de empregados que trabalham nas áreas de estações, segurança e manutenção para atender às suas necessidades operacionais", mas admitiu que realiza estudos de recursos humanos "para eventuais ajustes nas áreas que se revelem subdimensionadas".
Atualmente, a CPTM conta com 7.245 empregados. Desse total, 6.050 atuam na área operacional, que inclui circulação de trens, estações e segurança, além de manutenção de trens e sistemas. Mas Eluiz Alves de Matos, presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, diz que falta pessoal tanto nas estações quanto nos trens.
"Antigamente, em todos os trens tinha um auxiliar para o maquinista. Hoje, quando ocorre um tumulto, ninguém sabe o que fazer. O maquinista está lá sozinho, não tem como controlar a situação", explica o sindicalista. Ele afirma que nos últimos meses a CPTM contratou dezenas de maquinistas, mas lembra que esses profissionais precisam de um período de treinamento de, no mínimo, seis meses.
Matos diz que, com o crescimento da demanda, a CPTM deve colocar mais trens nas linhas para reduzir o intervalo entre as composições. Para isso, é preciso instalar mais subestações elétricas. "O governo investiu, mas precisa investir muito mais."
A CPTM explica que herdou sistemas antigos e compartilhados com o transporte de carga e que precisam ser modernizados para que possam operar com menor intervalo e, assim, aumentar a oferta de lugares e diminuir a lotação. "No entanto, por tratar-se de alteração tecnológica dos sistemas, os benefícios serão sentidos pelos usuários somente à medida em que as ações são concluídas", afirma a companhia.
A empresa diz que está investindo no reaparelhamento das áreas de manutenção, com a aquisição de equipamentos e rigorosos procedimentos de revisão e manutenção preventiva para reduzir o número de falhas. "A complexidade das atividades para a melhoria desses sistemas, sem paralisar a operação comercial, provoca perturbações que interferem com a circulação dos trens", justifica a companhia.

Investimentos
Entre 2006 e 2010, o governo de São Paulo investiu R$ 4 bilhões na CPTM. Atualmente, estão sendo realizadas obras em todas as seis linhas. Na Linha 8-Diamante, por exemplo, cinco estações passam por intervenções para atender a maior demanda e facilitar o acesso. O trecho entre Itapevi e Amador Bueno (desativado para obras) está passando por recapacitação da infraestrutura e reforma das estações para voltar a operar.
Na Linha 7-Rubi, as estações Francisco Morato e Franco da Rocha estão em obras de reconstrução e uma nova estação será construída na Vila Aurora. Na Linha 9-Esmeralda, a estação Osasco está em fase de ampliação. Na Linha 11-Coral, as estações de Ferraz de Vasconcelos e Suzano também passam por reformas. O mesmo ocorre com a estação São Miguel, na Linha 12-Safira.
No começo de fevereiro, quando a tarifa dos trens e do metrô foi elevada de R$ 2,65 para R$ 2,90, o governador Geraldo Alckmin afirmou que o reajuste foi o mínimo para reequilibrar as contas das empresas. O balanço de 2010 da CPTM ainda não foi divulgado, mas em 2009 a companhia teve prejuízo líquido de R$ 353,62 mil. Em 2008, o rombo havia sido de R$ 419,22 mil.
A CPTM alega que opera com tarifa social e incentivada (com desconto), oferece transporte gratuito, por transferência, e para usuários especiais (desempregados, idosos, deficientes, entre outros). "Ademais, quanto maior for a distância percorrida pelo usuário, maior será o impacto de custo, sem a correspondente contrapartida tarifária, uma vez que a tarifa é única independente da distância percorrida", explica a companhia. "Tais circunstâncias induzem, naturalmente, a resultados deficitários quando apurados e demonstrados contabilmente. Ainda assim, o cenário aponta para melhoria do desempenho, tendo em vista o aumento da sua receita operacional e a redução de despesas administrativas."

Transporte metropolitano
Mesmo com todos os problemas, é impossível falar sobre transporte metropolitano sem levar em conta a CPTM. Seus 260 quilômetros de trilhos cortam 22 cidades, sendo 19 na Grande São Paulo. Em comparação, o metrô tem apenas 65,3 quilômetros de linhas, mas transporta mais gente, uma média de 2,56 milhões de passageiros em dias úteis - contra 2,2 milhões da CPTM. Por outro lado, as linhas da CPTM também transportam cargas, o que não ocorre no metrô.
Outro aspecto importante é que a taxa de crescimento da população na região central de São Paulo cai gradualmente nos últimos anos e está próxima de zero. Já a população na periferia e na Grande São Paulo continua crescendo. E são essas as pessoas que precisam se deslocar para o centro da capital, onde estão as vagas de trabalho, por meio dos trens da CPTM.
Para o arquiteto Marcos Kyoto, da consultoria TC Urbes, a CPTM não tem uma rede de trilhos adequada para transportar passageiros. "A malha ferroviária de São Paulo foi construída para transportar café do interior para o Porto de Santos", afirmou, ao participar de um evento sobre mobilidade da organização não-governamental (ONG) Rede Nossa São Paulo, realizado no início do mês na capital paulista. No mesmo evento, Marcos Kassab, assessor da presidência do Metrô, afirma que é "inconcebível" dividir os trilhos da CPTM com o transporte de carga. "É preciso construir um ferroanel", explica.
O ferroanel é um projeto que prevê a ligação entre as principais ferrovias que cortam a Região Metropolitana de São Paulo. A ideia é semelhante à do Rodoanel - ou seja, contornar São Paulo com trilhos que levem ao Porto de Santos, liberando a malha existente para o transporte de passageiros.
Segundo Marcos Kassab, o problema do transporte de passageiros sobre trilhos em São Paulo é a falta de dinheiro para investir. "Não é falta de planejamento, nem de vontade política. Nós temos que expandir, mas sem fazer loucuras. Temos que ter maturidade, saber que não dá para fazer tudo ao mesmo tempo", diz.

domingo, 13 de março de 2011

A eterna reclamação dos usuários - Parte 5 de 8

Trem série 2100 vermelho: trem ´novo` na Linha 10

Texto: Diego Silva

Linha 10-Turquesa, região do ABC paulista... Uma linha com cerca de 331 mil usuários por dia, com estações antigas, novas, históricas. Trens espanhois dotados de ar-condicionado. Conforto e facilidade em determinados horários. E ainda assim, há reclamações, em determinadas vezes com toda razão. Na quinta matéria da série, a antiga Linha D entra no foco, e com mais detalhes, já que sou usuário de todos os dias.

Estação Luz: marco histórico da ferrovia paulista
A Linha D foi construída pela SPR (São Paulo Railway), e tem espaço fundamental na história do crescimento de São Paulo. Esse trecho foi construído inicialmente para a escoagem do café, vindo do interior, passando pela capital, e seguindo até Santos. A estação Luz era o meio do caminho, onde foi erguido um prédio suntuoso e majestoso. A história da Linha D é bastante rica, e merecerá uma postagem mais para frente, para podermos abordar os fatos com maior precisão. Adiantando os anos, seguimos para a transição da propriedade, que passou para o governo com o nome de Estrada de Ferro Santos-Jundiaí (EFSJ). Posteriormente absorvida pela RFFSA (Rede Ferroviária Federal SA), e repassada para o governo do Estado para administração da CPTM. Existem atualmente 14 estações no trecho compreendido entre Luz e Rio Grande da Serra, e recentemente a linha recebeu uma nova estação (Tamanduateí), com ligação direta para a Linha 2-Verde do Metrô.
Com uma frota total de 24 trens de seis carros da série 2100 (pequena parte dessa frota está em reforma), a linha conta com um deslocamento de uma hora entre as estações terminais, o que faz de sua viagem um pouco longa, mas de longe a mais confortável da CPTM.

Trem série 2100 na nova Tamanduateí

A principal reclamação dessa linha talvez seja o fator tempo. Durante o pico da manhã, a CPTM opera a Linha 10 com sistema de loop (trens partem da Luz com destinos alternados entre Mauá e Rio Grande da Serra). Mas os intervalos entre os trens em Rio Grande da Serra nunca ultrapassa cinco minutos (no pico), já que os trens chegam, estacionam, e já retornam. Durante a viagem, muito silêncio, muita tranquilidade, até que se chega na estação Mauá, que é terminal do trem em operação loop. Lotação. Trem parte abarrotado rumo à Luz. E a viagem segue, em profundo silêncio. Muitos dormem, outros observam atentos o movimento com seus fones de ouvido... E como sempre, ambulantes passam oferecendo balas, canetas e outros produtos... 

Câmera de vigilância no trem série 2100

Reclamação número dois: ambulantes e pedintes. Principalmente no horário do meio-dia, hora do retorno dos estudantes, ambulantes e pedintes fazem a festa nos trens, incomodando o sono e a viagem de todos os usuários. Alguns trens já estão circulando com câmeras de vigilância, mas estão lá por enfeite. O que era para ser um sistema efetivo de monitoramento, simplesmente serve de distração para os maquinistas. Em centenas de viagens que faço todos os meses,  nunca vi um ambulante ser impedido de vender qualquer produto, por ter sido visto pelas câmeras. E sempre são as mesmas pessoas... Algo a ser corrigido urgente pela CPTM.

Nova estação Tamanduateí - (foto: Diego Silva)
Reclamação três: a folga dos usuários! Passageiros embarcam na estação de Ribeirão Pires no pico da manhã, voltam para Rio Grande da Serra e retornam até a estação Luz! Com essa prática, tem sido comum muitas pessoas saírem de Rio Grande da Serra sem qualquer chance de viajar sentado. No pico da tarde, os usuários embarcam no Brás, sentido Luz, para voltarem até o ABC. A CPTM nada pode fazer quanto a isso, mas os usuários deveriam ter um mínimo de consciência, embarcando no sentido em que vão viajar. Uma sugestão minha seria utilizar a plataforma 1 da estação Rio Grande da Serra para embarque, e a plataforma 2 unicamente para desembarque. Com isso, o trem chegaria pela 2, todos os usuários haveriam de sair, o trem iria até o final, manobraria, e voltaria vazio pela plataforma 1, oferecendo 100% de lugares.

Reclamação quatro: Atitudes. Usuários sentam nos pisos, apoiam pés nos assentos, correm, usam aparelhos sonoros em volume alto... Aqui não é a linha mais perfeita, mas os usuários fazem por onde degradar a situação. Claro, todos nós cansamos, mas não existe motivo óbvio para sentar no piso do trem. Da mesma forma que se fica horas na fila para receber o salário do mês, é totalmente possível ficar uma hora de pé dentro do trem se deslocando até sua estação. Pés nos assentos? Vocês estão em casa? O trem é lugar para viajar, não para ficar à vontade. Respeito aos outros usuários é necessário! E trem não é discoteca, portanto, adquiram fones de ouvido!

Um problema que foi resolvido, pelo menos por enquanto foi a questão de avarias nos trens. Era bastante comum ver os trens série 2100 sofrendo problemas, e a CPTM, com as mãos atadas pela falta de trem, se via na necessidade de colocar trens série 1100 como reservas, para a desgraça dos usuários. O que é mais engraçado é que o 1100 era o trem titular aqui antes da chegada dos espanhois, e a população só tinha eles. Com a chegada dos 2100, os usuários começaram a ficar mais exigentes.

A linha 10-Turquesa é uma boa linha, porém, com algumas poucas melhoras, principalmente entre os usuários, tem tudo para ser uma nova Linha 9-Esmeralda, e virar a menina dos olhos da CPTM. As principais reclamações vem dos usuários, sobre usuários. Então, aos que utilizam a linha 10 e leram essa matéria, revejam seus atos dentro do trem. Sua atitude será bem avaliada, e todos colaborando, terão um transporte cada vez melhor.

Estação Rio Grande da Serra (foto: Diego Silva)

sexta-feira, 4 de março de 2011

Transportes terão operação especial no carnaval

A Secretaria dos Transportes Metropolitanos informa que a CPTM [Companhia Paulista de Trens Metropolitanos] e o Metrô terão esquema diferenciado de operação durante o Carnaval. Já a EMTU/SP colocará linhas gratuitas de ônibus para levar os foliões ao Sambódromo, na capital paulista. Veja como será o funcionamento do transporte metropolitano:

Durante o Carnaval, a circulação de trens da CPTM será feita normalmente no sábado [5] e domingo [6] nos horários habituais para esses dias. Na segunda-feira [7], quando geralmente é registrada queda na demanda de usuários, os trens circularão com horários de sábado e na terça-feira [8] - feriado de Carnaval - a circulação de trens será equivalente a de um domingo. Já na Quarta-feira de Cinzas [9], os trens irão circular normalmente com os mesmos horários de um dia útil. Devido à queda habitual na demanda nos feriados, a Companhia também realizará manutenções programadas em alguns trechos de suas linhas, do sábado [5] à terça-feira [8].


Metrô
O Metrô inicia na próxima sexta-feira [4] a operação especial para o feriado de Carnaval. A oferta de trens será reforçada durante os horários de maior movimentação, com aumento no número de viagens. Na sexta-feira [4], para atender os usuários que deixarão a cidade pelos terminais rodoviários do Tietê, Jabaquara e Barra Funda, o Metrô reforçará a oferta de viagens no período da noite nas Linhas 1-Azul [Jabaquara-Tucuruvi] e 3-Vermelha [Corinthians/Itaquera-Palmeiras/Barra Funda]. Para a Linha 1-Azul foram programadas 10 viagens a mais e para a Linha 3-Vermelha o acréscimo será de 8 viagens.

No sábado [5] e no domingo [6] de Carnaval, a oferta de viagens será igual a de um final de semana típico. Já na segunda-feira [7], a frota de trens em circulação será igual à oferta de um sábado [5]. Na terça-feira [8], o número de composições em operação será semelhante ao que é ofertado aos domingos.

Na Quarta-feira de Cinzas [9], para atender os usuários que retornam à cidade, o início da operação nas linhas 1-Azul e 3-Vermelha será antecipado para às 4h. Na Linha 2-Verde [Vila Prudente-Vila Madalena], com exceção das estações Vila Prudente e Tamanduateí, que operam das 8 às 17h, todas as demais estações iniciam a operação às 4h30. Na Linha 5-Lilás [Capão Redondo-Largo Treze], a operação das estações terá início no horário habitual, às 4h40. Com a antecipação do serviço, foram programadas para esse dia 28 viagens a mais para os usuários da Linha 1-Azul e 16 viagens extras para os passageiros da Linha 3-Vermelha.

quarta-feira, 2 de março de 2011

Expresso Leste amplia horários


Fonte: O Diário (Mogi das Cruzes)

A partir de abril, o Expresso Leste circulará em mais horários na região. A oferta praticamente vai dobrar, chegando a 24 viagens diárias. O anúncio foi feito pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), que também prometeu estudos da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) para a extensão do trem de subúrbio até César de Souza.
"A CPTM vai estudar e isso depende de um entendimento com a concessionária MRS. Esse trecho tem concessão, mas vai ser estudado. O que nós vamos acelerar, porém, é a questão do Expresso Leste. Em abril vamos passar para 24 viagens por dia e vamos ampliando para levar o trem de qualidade, padrão metrô de superfície até Estudantes, num volume crescente", garantiu Alckmin.
Segundo o governador, até o final do ano, 92 novos trens serão incorporados à frota, possibilitando que mais viagens até Mogi sejam feitas. Hoje, são 14 viagens durante a semana (7 idas e 7 voltas) e 18 aos sábados. "Vamos chegar a 24", disse. Questionado sobre quando Mogi das Cruzes terá o Expresso Leste em todos os horários, o governador respondeu: "Vamos chegando lá. Esses novos trens, de qualidade, é que vão possibilitar cobrir mais horários".
O prefeito Marco Aurélio Bertaiolli (DEM) se disse surpreso com o anúncio do governador, já que o pedido para aumentar o número de viagens do Expresso Leste foi feito há poucos dias ao secretário de Transportes Metropolitanos, Jurandir Fernandes. "Não esperava uma resposta tão rápida. Agora é uma questão de ir se preparando para ter o Expresso em todos os horários", comentou. Uma das demandas para isso é a construção dos viadutos, em fase de licitação no Governo Federal.

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